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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A real profecia

lá está o rei, e do outro lado da rua o mendigo,
do outro lado...
das grades do lixão, lá está um armado infante,
ingênuo, desconhecendo a consequência do que tem às mãos,
lá está uma velha comendo seu encardido pão,

esse é o futuro? frio como ferro, confuso como sua mente.


todos são inertes,
seu mundo é cinza, opaco, luminoso,
estão todos abrigados em seus mundos pessoais,
loucos, lúcidos, quase que ao mesmo tempo,
jubilam-se os governantes e generais inexpugnáveis,
do exercito das maquinas vivas ,


estamos todos sós,

diante do sofrimento, diante da metamorfose,
de nossas ideias, do nosso mundo estagnado ,
ele cresce como a flor, ele derruba como o vento,
te arrasta como a correnteza de um rio,
no mundo bizarro, todos são servos de suas proprias criações.


as máquinas, a natureza de plástico,
miseráveis, venderam a salvação,
e os salvadores malévolos agora vos levaram ao abismo,
estão todos pagando, a pena,
no mundo opaco de metal e plástico,
são todos bestas, criadores do caos,


com suas consciências afetadas,
nas ruas violentas das cidades em ruinas,

e dos psicóticos, das prostitutas, e promíscuas santas...
dos drogados, sem futuro, tratados como vermes,
vem a revolta, vem a rebelião,
o império está à ruina final, não há mais riquezas, não haverá o que perder.





quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Montanhas de vidro

a solidão sopra em teu semblante,
a azul agora engole o horizonte,
mire a grama, o chão restante,
dissolveu-se após percursado...

as escadas de vidro trincaram-se eternas,
por quais logramos incansáveis co' as pernas,
feitas de água humana, tão sana salgada...
uma noite abismal nos consome, sem madrugada!

sem asas pairamos, piramos sem pouso,
encarnados delírios mutáveis,
a mercê dos desígnios naturais, tão belos e crueis,
amar eternamente uma nuvem, sequer eu ouso,

amar as núvens, disformes princesas,
uma era a cada dia, as ver se espargirem,
defrontar-se aos fieis elefantes alados;
soldados de pedra em besouros montados...

sem asas pairamos, piramos sem pouso,
encarnados delírios mutáveis,
a mercê dos desígnios naturais, tão belos e crueis,
amar eternamente uma nuvem, sequer eu ouso,

jamais ver um dia, o passado recente,
os sonhos cremados, novamente...
vislumbrar formosos campos, nunca os mesmos,
os tesouros sentidos, trocados...

as marcas deixadas,
feridas de espadas,
num mundo de palha perdidas,
o mar de tempo à terra... mil partidas...

as escadas de vidro trincaram-se eternas,
por quais logramos incansáveis co' as pernas,
feitas de água humana, tão sana salgada...
uma noite abismal nos consome, sem madrugada!




Essa é a mais uma das letras que eu escrevi...
comentem aee. vlw

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pragmáticas conclusões



Marionetes não fritam ovos!
papagaios engolem "vrido",
ninguém, em quaisquer povos,
com isso houvera rido...

canários miam,
gatos voam,
cenários caíam,
canalhas entoam...

a ode da balbúrdia!
e ao cataclisma dançam todos,
chovem rodos,
que a tsunami remedia.

os ovos caíram ao chão,
papagaios morreram de congestão,
termina esse poema,
porém protela-se, o humano dilema...



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um grito do abismo



à treva estrida o grito,
agudo e mortal,
atroz terroroso,
o rasgar do silêncio,
e por qual, me influencio...

torturoso ecoar da infindável profundeza,

à inconsolável beira do abismo do inferno...
que me ao cerrar dos olhos, ostenta a grandeza,
de em nada com a perspectiva diferir,
eis-me ao tormentoso arrepio - o medo de cair...

revela-se a face, dum espectro do submundo,
veloz, repentino,
me arrastando ao fundo,
do abismo mental,

um viveiro do mal...

terrivel semblante disforme, de eterno desespero,
exangue demônio ao voráz exaspero...
esfolo as mãos por desse chão não me soltar,
o abrupto desvencílio, à reação horrorizada...

o contemplar desse exílio, nesta noite, maculada...




Quem sabe esta vez, pude eu, exprimir um pouco do sentimento de se estar à porta de um delírio assombroso, flertando à mais vasta imensidão do abismo mental, e dos imaginários infernos existentes em cada um de nós, e que a maior parte das pessoas nem imaginem que existam... pois bem, existem... cada um figurado à sua maneira... este poema é um pouco de lá, ou aqui, quem sabe...
Espero que tenham gostado

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Desolador prazer






das árvores, cascas caem co' o soprar dos ventos,
milharais secos, se dobram merencórios,
eis-me nessas solitárias instâncias, alentos
que o espírito desolam... ao silêncio...
à misantropia entregue, perduro à calmaria,
sabes quão isso me faz bem?

gorgeiam as aves negras,
e manifestas são suas profecias,
cigarras ouço
em ópera profunda...
ao crepuscular dum depressivo natal,
se consumando às montanhas, no meu rancor abismal...

jazem elementais espíritos ao meu redor,
contemplando a grandeza, dessa estranha dor
aguardando o despertar,
viceja a volúpia, co' a solidão,
distante do resto do mundo, e no paraíso a estar...
aguardando, o despertar...



terça-feira, 2 de agosto de 2011

O misticismo da terra dos imortais lunares

fito o mar, que ondulante sua face reflete,
e recordações, de um luar de verão, tal me remete
a ti, ó infante sombra, no meu império intrusa,
pior foste, que um dragão, demônio, ou medusa...

impactante, uma abrupta presença senti, e pois te pertencia,
ao puxar-me as vestes, quando as escadarias eu subia,
rumo à lua, e de dez mil degraus apenas,
às quais torno, e sempre, retorno em mente às cenas...

imortal, te vais mais além do que eu imaginara,
segues comigo a jornada, e alguns degraus afrente passaste,
ao que não podeis, todavia de cá me derrubar,

às pitorescas umbras deste reino, um somente entrará...
e novamente, não! de reinar em meu recinto, uma vez já me privaste,
aquelas instâcias destruindo... suma daqui! te ponhas, sem asas a voar!




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amores eternos


amores eternos
ternos
farsas são,
sujeitos ao porvir,
ingênuos, ao intrincado tempo insão...

deterioram-se os ardores à escuridade,

à noite, ou diurnos turnos de insaciedade...
eternos talvez, deveras mui raros
são, esses tornados velhos ranzinzas imortais,
vetustos, horrorosos acabados, assim, ficam tais...





sexta-feira, 20 de maio de 2011

Correndo pela floresta ( Leandro Meyer, Santiago Salinas Crow )



correndo pela floresta
dos elfos perdidos em sombras,
engolindo quaisquer intrusos
que nela ousaram adentrar,

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis o medo que abraça a criança
sob um fundo rio, pulando em pedras;

ao som do vento brilha a lua,
contemplando os seres da noite,
o Lince, o Lobo, e a Coruja,
dançam todos ao cantar dos Corvos;

fantasmas, barcas, oiros,
todos sonhos de um caçador,
na penumbra dos pesadelos
co'as caras risonhas a mostrar;

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis a cobiça a sufocar o homem,
sob um fundo abismo de espadas...

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis o medo que abraça a criança
sob um fundo rio, pulando em pedras...



Vos lego aqui mais uma letra de música escrita por nós, inspirados em 'O Hobbit' de J.R.R. Tolkien... logo que gravarmos as primeiras canções postarei nesse blog. Visitem também

http://nocturnosombrio.blogspot.com/

vlw.

sábado, 14 de maio de 2011

O coveiro ( Emerson coveiro, Santiago salinas )



ao cair da noite
eles vem das sombras,
são como ondas,
batem e somem,
e o ódio dos homens os alimentam...

mas alguns aguentam calados,
mas eles não sabem que estão jurados
a vagar
em sua prisão espiritual,
como um animal na jaula,
nervoso, sem calma,
pedindo que levem sua alma

nas profundezas
do submundo,
onde embaixo da terra
esperam-lhe um mal agudo
como a espada de satã,
unindo-se num clã...
dos guerreiros da destruição!

coveiro!

ao cair da noite
eles vem das sombras,
são como ondas,
batem e somem,
e o ódio dos homens os alimentam...


letra duma música que um amigo meu escreveu, e eu terminei...
http://nocturnosombrio.blogspot.com/ visitem ai também se puderem... vlw

domingo, 8 de maio de 2011

I.R.A.



perder-lhe temia,
tão como agora ainda o sinto,
minha alma cada instante vou flagelando,
engolindo seco meus pensamentos, tais mui minto
sob sua real veracidade, cujas faces vou dissimulando...

e engendra-se espiritualmente uma aridez
fomentando o ódio que meu controle domina,
beirando ácida, a insensatez
que minha admiração por ti, gradual fulmina.

entorpecidos de suas existências foram meus sentimentos
lançando inconsequêntes meus planos aos ventos,
desarmando-me num encanto pernicioso
ao qual a dor, destemi esperançoso...

por nunca ver o que ví,
por nunca sentir o que senti,
por nunca mais chorar o já vivido,
por nunca...

inconvenientes recordações atormentam-me,
e estes métodos são, da senhora Ira,
bradando anestésica contra a tristeza que abrira
meu peito, e o coração desaquieta-me...

angustiantes segundos decorrem como cabras negras,
convertendo-se em milagres profanos,
o amor fervoroso, virou desprezo,
amargo, perdurando-se aos anos...

incovenientes recordações atormentam-me...
- Ira!

sábado, 30 de abril de 2011

Mãe d' ouro



Mãe d’ouro

Eis o mito da mãe do ouro, que de sete em sete anos vaga pelo céu resguardando seu tesouro, - é o dito! Vagando a queimar com seu chamuscante véu numa madrugada de mistério infinito.

Incauta livre, imprevista, despercebida, todavia, por alguém sempre é vista, criando aos leigos certa dúvida... O que será tal aparição, ou então sua natureza, num resplandecer de tantos espantos, diante a noturna incerteza criada do nada num alucinado segundo parado, focado ao profundo negro do céu ardente em estrelas, duma lua pretendente aos vislumbres, incitando o apagar das velas...

E em seus repousos, errante, num recinto por muitos desconhecido e distante confia seu precioso ouro jamais um dia encontrado. Num local constantemente diferente tentando aventureiros em jornadas... em queda figurando um meteoro à madrugada das insones almas penadas...

dizem muitos, que quem no seu local de resguarde estiver, e ver onde esconde o ouro esta tal criatura ou mulher dono dele será, e poderá fazer o que bem quiser...

Mãe d’ ouro ( versificado )

Eis o mito da mãe do ouro,

Que de sete em sete anos vaga pelo céu

Resguardando seu tesouro,

- é o dito!

Vagando a queimar com seu chamuscante véu

Numa madrugada de mistério infinito.

Incauta livre, imprevista,

Despercebida,

Todavia, por alguém sempre é vista,

Criando aos leigos certa dúvida...

O que será tal aparição,

Ou então

Sua natureza,

Num resplandecer de tantos

Espantos,

Diante a noturna incerteza

Criada

Do nada

Num alucinado

Segundo

Parado,

Focado

Ao profundo

Negro do céu ardente em estrelas,

Duma lua pretendente

Aos vislumbres, incitando o apagar das velas...

E em seus repousos, errante,

Num recinto por muitos desconhecido

E distante

Confia seu precioso ouro jamais um dia encontrado.

Num local constantemente

Diferente

Tentando

Aventureiros em jornadas...

Em queda figurando

Um meteoro à madrugada das insones almas penadas...

Dizem muitos, que quem no seu local

De resguarde estiver,

E ver onde

Esconde

O ouro esta tal criatura ou mulher

Dono dele será,

E poderá

Fazer o que bem quiser...

sábado, 9 de abril de 2011

Sonolência


oscilam as vistas, à fadiga conquistada,
durante o dia, tu que és meu corpo recaído,
às pomposas exaustões d' alma dum desprovido,
da até ardente treva outrora nela hospedada.

escuros cantos, a eles houveste recorrido,
pois então, vistes, o desprezível interno nada,
pungir num só olhar de soslaio, o hórrido,
e mais víl ser infernal, desta existência desolada;


relvas trespassaste, urgindo o céu troante,
lavrando incansável obliquas talvegues,
quem sabe talvez... numa ilusão confortante;

careceis, ó carnal cárcere, do que persegues,
- a dádiva dum leito, depósito de teu físico desgaste,
onde cá todo tempo eu estara, do qual inutilmente levantaste.





visitem ai : http://nocturnosombrio.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de março de 2011

"... Na terra da Lua..."?



"... Na terra da Lua..." "... O império ruiu, o solo secou, cairam-se as árvores, a água acabou, morreram os bosques, correram as montanhas, chegara o fantasma da amargura, invadindo-me as entranhas... tornou-se deserto, a negra duna, de nunca mais, onde jamais, vingará sequer uma flor... Sobrou-me a dor...

( improviso )

quarta-feira, 16 de março de 2011

Saudade :


pouco tempo a fio conto até que extingua
os instantes pra breve você voltar,
antes mesmo de pisar na estrada,
e voltar cansada,
do inferno à beira mar,
onde estudaste ferrenha,
e se empenha
em teus sonhos conquistar...


vejo fotografias, me aperta o peito
o sufocante leito
de saudade,
vem-me a ansiedade,
uma prematura nostalgia
qual me jaze nesta noite,
deste dia,
ao amanhecer...
esperando as seguintes palavras lhe dizer:


quando parto a alma fica,
estando junto a tua, esquecendo o corpo,
e eis a mente focada
às tuas belas silhuetas
cujo semblante conjura misticismos
inexplicáveis, me possuindo
ao mais puro e belo dos fanatismos;
porém se partes, cessam as forças a mim pertencentes,
faço uma prece
mesmo sendo eu ateu,
desejando dar-te todas as flores quais quero,
lamentando por não haverem tantas,
desejando dar-te as estrelas,
sabendo ser isso inutil, éres a lua,
desejando expressar todo o amor que sinto,
consciente de que isso é impossível;


inexiste um termo cabível,
e "inefável" é pouco demais,
de certo o mesmo digo de "indizível",
ou quaisquer outros triviais
modos de expressão,
ditos numa redondilha, numa canção,
não há voz do coração,
ele é demasiado ínfimo pra tal mensão...


resta-me a alma nesta carnal prisão
gritando em mil feiches duma explosão,
o quão verdade é meu amor,
um gélido ardor
queimando
o espírito,
consumindo,
indome assumindo
o corpo; e a mente,
que vislumbrando-te simplesmente
paralisada
à miríade descortinada
frente a assustadora eternidade acolhendo
um mirar ao infindável
pelos olhos de lágrimas se enchendo,
grita afoita
num anseio visceral,
recordando cada traço teu, esta pernoita
à preciosidade
de milésimos de olhar lembrados,
num pungente sentimento sobre a própria existência,
sendo desta, ti a mais valiosa essência...
resta-me a alma nesta carnal prisão,
aguardando, seu retornar.






terça-feira, 1 de março de 2011

UM VAZIO MOMENTÂNEO

O vazio mirava a direção
donde estava sentado
aquele ínfimo ponto
se olhando no espelho,

e este, à minha frente reflete
ao fundo
o profundo
inexistir que remete,
a essência imaterial
descomunal,
do universo
inverso
diante minha loucura!






domingo, 19 de dezembro de 2010



NOITES PERCURSADAS


flerto arredio com a insonia,
à noite onde uma montanha é contemplada,
misteriosa,
destacada,
sob o céu noturno...
tal q'eis um manto de estrelas que histórias contam...

irradiadas
pela lua,
refletidas em arredondadas
pedras duma rua,
compondo,
os passares
das silhuetas transpondo
ocultos destinos,
rumando em novos ares...
por tal encantos lançados
misticos,
captados são,
diante à incerta, anoitecida imensidão...

memórias sinto, lançadas aos ventos,
vividas jamais foram,
nostálgicas
desconhecidos rumos futuram ciganas...

esvoaça à varanda, uma fumaça dançante
do cigarro provinda, pomposa inebriante...
secretos decretos
tal dita montanha
em planícies os resguardam...
desapercebidos
sentimentos meus
misteriosos, acolhedores alardam...

existência minha vívida às madrugadas pertencem,
como a incógnita ao matemático,
árduos receios vencem
as marisias
contemplando-me sublimes,
ao perdurar de perspicazes noturnos dias...




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010





ISOLADO NUM POÇO :

disto-me afagado pelo vazio,
deleitando meu ser no acinzentado frio,
desolado num poço...
desconheço as causas do fio
d'água restante,
talvez possa à poça esta, afogar-me.


bebi barrenta...
no intento de sede não morrer,
nela apagara-se o ultimo cigarro,
manhosa aproxima-se a loucura,
na agrura,
co'uma tendente
lisura,
eis conseqüente
abstinência,
pela eminente
nicotina,
à rotina,
de sempre desejar
que todas as coisas como em sonho devam se tornar.


monótono é esse dia,
onde acima permeam abutres dançantes,
desprezíveis,
vigilantes,
no horroroso
local
tão curioso,
infernal,
de formas indiziveis...
receoso
o pior sai afastado,
logo o resto retira-se debandado...


respinga a chuva,
num óbvio oráculo trovejante,
gargalhando petulante,
a vindoura cena
do afogamento,
sem pena...
e neste momento,
pois tenho eu um pressentimento...


que do pior estive isento,
enquanto só estava,
e adentrava,
o covil do meu sentimento...
e me abraçava,
à insanidade...


deixado o leito mórbido,
enlameado,
enfraquecido
perpetro enfim minha vidência,
na evidência...
todo resto da singela cidade,
em sua pequenez, normalidade,
houvera numa enchente, derrocado.




terça-feira, 9 de novembro de 2010


UM POETA LOUCO ...

acordei esta manhã azul,
como jamais despertara antes,
ventos do leste, brisas do sul,
ternos versos sopraram-me infantes.

nascidos dum instante pensado,
oh, pois tais versos nascem ao mirar

os ramos verdes do arvoredo curvado,
converter-se-á em traços a criar.

adentro uma sala inóspita,
de estrofes enigmáticas, o tinteiro palpita,
como arder cardíaco, um poeta maníaco...


e sob trevas anoitecidas, um delírio rabisquei,
despertado instante, existência lhe dei,
perscritos ditos vívidos numa folha de branco opaco.