Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de novembro de 2010

O que é poesia?

Poiésis - Criação


A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice." O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.[2]
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).

Origem: Wikipédia

PROJETO DE PREFÁCIO
 
Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

Mário Quintana

terça-feira, 9 de novembro de 2010


UM POETA LOUCO ...

acordei esta manhã azul,
como jamais despertara antes,
ventos do leste, brisas do sul,
ternos versos sopraram-me infantes.

nascidos dum instante pensado,
oh, pois tais versos nascem ao mirar

os ramos verdes do arvoredo curvado,
converter-se-á em traços a criar.

adentro uma sala inóspita,
de estrofes enigmáticas, o tinteiro palpita,
como arder cardíaco, um poeta maníaco...


e sob trevas anoitecidas, um delírio rabisquei,
despertado instante, existência lhe dei,
perscritos ditos vívidos numa folha de branco opaco.