quinta-feira, 11 de agosto de 2011

controvérsia

diáspora nossa
partimos direção ao desconhecido
conhecimento fragilizado
percamo-nos em trevas
sombras de nós em outros
congruência falha
que ao sofrer tente
tensiona nuca minha
linfa não há que sacie-nos
por de fato paradóxo
erramos em escolhas simplórias
aversos a natureza
em paradigma controversos
escusamos subversivos movimentos
sempre postos contrários
casca ao miolo não atende
resignamo-nos incerto
em lamúria ferrenha de encosto
sofro eu em corpo e tu

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

tristeza

rebento-me 
efêmero sentido táctil 
hostilidade tua 
absentismo coloquial 
sempre dispostos ao excesso 
dois qualqueres pregos ao chão 
somos estáticos 
albergados frágeis em centro 
feridas expostas 
tácito adeus esporádico 
subalternos recolhos 
estivemos ávidos de desentendimento 
sofrêramos livres arbítrios 
optando pelo podre 
encubado pesar 
louvamos ao amor que resistimos 
chama nome que se preze 
dei de conta por qual tristeza 
perder eu de vista tua 
recolho-me

terça-feira, 9 de agosto de 2011

razão metafísica

onde se encaixa a inércia
da ação e reação morosa
encaixotada em teorias 
relativas técnicas distintas
foda-se a vertente cientifica
presos na mesma metafisica...
caos dor sofrimento
não existem para nós
colagens desfiguradas de átomos
simplesmente somos 
arriscar o último fosforo
misturar medo
com vontade de errar
Raciocine depressa
Trabalhe inutilmente 
Dois mais dois sempre 
resultados diferentes
e se formos semelhantes
cairemos no esquecimento
talvez criemos novas diretrizes
mas ainda somos idiotas

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O misticismo da terra dos imortais lunares

fito o mar, que ondulante sua face reflete,
e recordações, de um luar de verão, tal me remete
a ti, ó infante sombra, no meu império intrusa,
pior foste, que um dragão, demônio, ou medusa...

impactante, uma abrupta presença senti, e pois te pertencia,
ao puxar-me as vestes, quando as escadarias eu subia,
rumo à lua, e de dez mil degraus apenas,
às quais torno, e sempre, retorno em mente às cenas...

imortal, te vais mais além do que eu imaginara,
segues comigo a jornada, e alguns degraus afrente passaste,
ao que não podeis, todavia de cá me derrubar,

às pitorescas umbras deste reino, um somente entrará...
e novamente, não! de reinar em meu recinto, uma vez já me privaste,
aquelas instâcias destruindo... suma daqui! te ponhas, sem asas a voar!




quinta-feira, 28 de julho de 2011

resquícios

meus olhos embassados pela peste que assola a cidade
resquícios de um amanhecer que levou consigo parte da loucura da noite
fazendo-se doce em lágrimas e gemidos... tranquilo em carinho e sincronia.

meu coração acelerado pelo que ficou de você
toques de surpresa e entrega que ainda inebriam meus desejos
e meus olhos ainda embassados me obrigando a olhar mais para dentro
permitindo-me não te esquecer.


Esse texto é antigo, de abril desse ano... mas penso que valeu o resgate ; )

sexta-feira, 22 de julho de 2011

nossa ausência

senti minha própria ausência gritar
me vi sem pormenores ou adjetivos
todo o vazio preenchido de simples vazio
toda fé em dúvida e descrédito

sonhamos com outras realidades
que no descaso daquele ocaso
se mascararam e inebriaram o que éramos.

de nós aguardo ainda uma lua cheia
e todas as luas novas.

o oposto do que sempre fui... ou não...

a anestesia me elucida
e derruba a hipocrisia
leva por terra minha mediocridade

nesses novos horizontes absorvo suas vontades
permito-me sua malícia e outra sanidade

entendo o oposto
e vivo caminhos outros.

descubro nessas sombras uma luz que nunca fez sentido.

em suas dúvidas respostas do que nunca busquei.