sexta-feira, 20 de maio de 2011

Correndo pela floresta ( Leandro Meyer, Santiago Salinas Crow )



correndo pela floresta
dos elfos perdidos em sombras,
engolindo quaisquer intrusos
que nela ousaram adentrar,

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis o medo que abraça a criança
sob um fundo rio, pulando em pedras;

ao som do vento brilha a lua,
contemplando os seres da noite,
o Lince, o Lobo, e a Coruja,
dançam todos ao cantar dos Corvos;

fantasmas, barcas, oiros,
todos sonhos de um caçador,
na penumbra dos pesadelos
co'as caras risonhas a mostrar;

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis a cobiça a sufocar o homem,
sob um fundo abismo de espadas...

a luz do sol não chegara àqueles confins,
embrenhado nas relvas sem fins,
eis o medo que abraça a criança
sob um fundo rio, pulando em pedras...



Vos lego aqui mais uma letra de música escrita por nós, inspirados em 'O Hobbit' de J.R.R. Tolkien... logo que gravarmos as primeiras canções postarei nesse blog. Visitem também

http://nocturnosombrio.blogspot.com/

vlw.

sábado, 14 de maio de 2011

O coveiro ( Emerson coveiro, Santiago salinas )



ao cair da noite
eles vem das sombras,
são como ondas,
batem e somem,
e o ódio dos homens os alimentam...

mas alguns aguentam calados,
mas eles não sabem que estão jurados
a vagar
em sua prisão espiritual,
como um animal na jaula,
nervoso, sem calma,
pedindo que levem sua alma

nas profundezas
do submundo,
onde embaixo da terra
esperam-lhe um mal agudo
como a espada de satã,
unindo-se num clã...
dos guerreiros da destruição!

coveiro!

ao cair da noite
eles vem das sombras,
são como ondas,
batem e somem,
e o ódio dos homens os alimentam...


letra duma música que um amigo meu escreveu, e eu terminei...
http://nocturnosombrio.blogspot.com/ visitem ai também se puderem... vlw

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos


bati na porta com esperança de que você iria abrir
escrevi uma carta pra colocar pra fora o que você não quis ouvir
selei... mas preferi deixar perdida no fundo da gaveta
.
.
.
quem sabe assim você volta pra buscar

domingo, 8 de maio de 2011

I.R.A.



perder-lhe temia,
tão como agora ainda o sinto,
minha alma cada instante vou flagelando,
engolindo seco meus pensamentos, tais mui minto
sob sua real veracidade, cujas faces vou dissimulando...

e engendra-se espiritualmente uma aridez
fomentando o ódio que meu controle domina,
beirando ácida, a insensatez
que minha admiração por ti, gradual fulmina.

entorpecidos de suas existências foram meus sentimentos
lançando inconsequêntes meus planos aos ventos,
desarmando-me num encanto pernicioso
ao qual a dor, destemi esperançoso...

por nunca ver o que ví,
por nunca sentir o que senti,
por nunca mais chorar o já vivido,
por nunca...

inconvenientes recordações atormentam-me,
e estes métodos são, da senhora Ira,
bradando anestésica contra a tristeza que abrira
meu peito, e o coração desaquieta-me...

angustiantes segundos decorrem como cabras negras,
convertendo-se em milagres profanos,
o amor fervoroso, virou desprezo,
amargo, perdurando-se aos anos...

incovenientes recordações atormentam-me...
- Ira!

sábado, 7 de maio de 2011

nuvens


Sentir a transformação e amadurecimento dos meus conceitos...
quase me vejo como se não me fosse...

O tempo fatalmente traz a razão de muitas incógnitas...
e aí, a gente muda mesmo que não queira.

E aí, a gente chove!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

saboress


Sabor de lembrança... de criança... de cinema!

Sabor dessa saudade que eu tenho de você e eu...
Tempo bom em que sentávamos no banquinho da praça
a nos encantar com o frio e as poucas estrelas do céu de cidade poluída.

Mas nada era melhor do que aqueles momentos.
Saudades suas meu primeiro grande AMOR.

ETERNAS SAUDADES

sábado, 30 de abril de 2011

Mãe d' ouro



Mãe d’ouro

Eis o mito da mãe do ouro, que de sete em sete anos vaga pelo céu resguardando seu tesouro, - é o dito! Vagando a queimar com seu chamuscante véu numa madrugada de mistério infinito.

Incauta livre, imprevista, despercebida, todavia, por alguém sempre é vista, criando aos leigos certa dúvida... O que será tal aparição, ou então sua natureza, num resplandecer de tantos espantos, diante a noturna incerteza criada do nada num alucinado segundo parado, focado ao profundo negro do céu ardente em estrelas, duma lua pretendente aos vislumbres, incitando o apagar das velas...

E em seus repousos, errante, num recinto por muitos desconhecido e distante confia seu precioso ouro jamais um dia encontrado. Num local constantemente diferente tentando aventureiros em jornadas... em queda figurando um meteoro à madrugada das insones almas penadas...

dizem muitos, que quem no seu local de resguarde estiver, e ver onde esconde o ouro esta tal criatura ou mulher dono dele será, e poderá fazer o que bem quiser...

Mãe d’ ouro ( versificado )

Eis o mito da mãe do ouro,

Que de sete em sete anos vaga pelo céu

Resguardando seu tesouro,

- é o dito!

Vagando a queimar com seu chamuscante véu

Numa madrugada de mistério infinito.

Incauta livre, imprevista,

Despercebida,

Todavia, por alguém sempre é vista,

Criando aos leigos certa dúvida...

O que será tal aparição,

Ou então

Sua natureza,

Num resplandecer de tantos

Espantos,

Diante a noturna incerteza

Criada

Do nada

Num alucinado

Segundo

Parado,

Focado

Ao profundo

Negro do céu ardente em estrelas,

Duma lua pretendente

Aos vislumbres, incitando o apagar das velas...

E em seus repousos, errante,

Num recinto por muitos desconhecido

E distante

Confia seu precioso ouro jamais um dia encontrado.

Num local constantemente

Diferente

Tentando

Aventureiros em jornadas...

Em queda figurando

Um meteoro à madrugada das insones almas penadas...

Dizem muitos, que quem no seu local

De resguarde estiver,

E ver onde

Esconde

O ouro esta tal criatura ou mulher

Dono dele será,

E poderá

Fazer o que bem quiser...