sábado, 20 de julho de 2013
Indefeso
Estou cansado.
Me faltam palavras.
E as que ficaram.
Partiram em silenciosa revoada.
Tentei exprimir a lágrima
que corre no papel.
E diante dos anseios.
Me calo e não me ouso.
É estranha emoção
que ensaia uma prece.
Uma prece que vem do final de mim.
E indefeso em meu castelo
abrigo uma mentira.
Que sussurra em meus ouvidos
em tom de alegria.
Embalando os sonho que esqueci.
Estou cansado!
sexta-feira, 12 de julho de 2013
breve ensaio sobre o ego parte III
essa tosse presa na garganta
cantaram a chegada do rei
o momento de desistir é agora
tenho medo da desilusão
viver um proposito barato
a sombra e água fresca
quero sentir prazer imediato
não me preocupar com isso
quero sentir lamber beijar
como o reflexo no espelho
sonhar angústias de um futuro próximo
pretérito imperfeito
o acaso dos momentos ordinários
vender minha alma ao primeiro que passar
cair e deixar de lado o ferimento
aprender a andar
antissépticos e contraceptivos
todas as armaduras de defesa
rodos os lados necessários
um quarto apertado nos fundos do quintal
a vida eterna e a noite
a sordidez que desnuda os olhos
as mãos imundas e corpo cansado
esperando desesperando
querer ainda todo o resto do mundo
www.joaoimenes.blogspot.com
cantaram a chegada do rei
o momento de desistir é agora
tenho medo da desilusão
viver um proposito barato
a sombra e água fresca
quero sentir prazer imediato
não me preocupar com isso
quero sentir lamber beijar
como o reflexo no espelho
sonhar angústias de um futuro próximo
pretérito imperfeito
o acaso dos momentos ordinários
vender minha alma ao primeiro que passar
cair e deixar de lado o ferimento
aprender a andar
antissépticos e contraceptivos
todas as armaduras de defesa
rodos os lados necessários
um quarto apertado nos fundos do quintal
a vida eterna e a noite
a sordidez que desnuda os olhos
as mãos imundas e corpo cansado
esperando desesperando
querer ainda todo o resto do mundo
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Assassinos da Noite (Frio que Gela)
assassinos da noite,
fria e assombrada,
pelo vento que gela,
minha triste jornada,
solitário nas ruas
o pesadelo revela,
tantas surras cruas,
que me foram dadas;
frio da madrugada,
pés descalçados,
chão de rodoviária,
meu leito, morada,
miserável futuro,
tormento insuportável,
rezo sem fé, eu juro,
só quero sobreviver,
somente hoje mais,
na esperança de ver,
meus sonhos enterrados
sorrirem pra mim...
carícia da fome,
amargar de agrura,
dois dias não come,
dolorosa aguda
sensação de desmaio,
desespero e terror,
do inferno um ensaio,
implorado clamor
ao que seja, no além,
que veja minha dor,
algum caridoso alguém,
e eu não termine morto,
torto, queimado,
à noite, refém,
da sorte e do azar,
que possa meu corpo
sem medo esquentar...
só mais esta noite,
como se fosse a última...
Bem, cabe a esse poema ser extremamente aquilo que chamam de contracultura, de verdade, de oposição, de reação... Eu até gostaria de ser genial, mas não sou nenhum Baudelaire, então que isso seja uma singela mensagem... Pelo tantos mendigos que eu vejo as vezes de noite, na rodoviária passando frio... O mundo não é bonito, mesmo que não seja só porque eu deteste Paraty, é porque ela não é feita só de beleza comercial.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Oração para abrir os caminhos
louvamos a nossa imagem no espelho
somos semelhança e desespero
medo irremediável do desconhecido
milagrosamente providos de inteligência
nossas cabeças de merda e medo
planícies serenas do esquecimento
não precisamos de desculpas ou preocupações
o mundo ainda é o mesmo de antes
temos salvação e um pedaço do paraíso
e pra lá aonde vão às certezas
esperanças perdidas
esperanças perdidas
a nicotina perdoa os descrentes
os velhos e as tosses
noites
pigarros
queremos nuvens e um sol onipresente
desgraçando os corpos de todos no caminho
rasgados ao meio
temos duas caras
a mesma moeda nos compra e nos vende
obtemos os melhores resultados
ainda assim não escaparemos do inferno
sábado, 11 de maio de 2013
duvide e ame
Na contramão das certezas encontramos nossas verdades mais profundas.
No fundo do baú do coração, nossos mais verdadeiros amores.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
todos culpados
E se fossemos de fato culpados?
E se...?
Qual seria a diferença prática?
Antes culpado à vítima.
Antes inocente útil à incoerente comprado...
à negligente vendido.
à negligente vendido.
Eis o ponto onde rende-se sua escolha:
Vender-se ou Tornar-se.
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