segunda-feira, 14 de maio de 2012

queria


Queria dizer que a saudade no peito não dói
e que não sinto falta...
mas têm dias que algumas ausências 
rasgam ainda mais 
cada pedacinho do que somos. 

E aí... é... dói mesmo... 
dói fundo... dói saudade. 

E rezamos por ontem e por amanhã.

sábado, 31 de março de 2012

tempos


os tempos são de comédia
mas insistimos em viver de magia

sexta-feira, 2 de março de 2012

pronome pessoal

pernas trêmulas
descalçando
entendimentos e ternuras
mais um pouco
desinibindo proteínas

em amor
às paredes

quinta-feira, 1 de março de 2012

alma rasgada

embriagar-me desse néctar puro da lua crescente
na madrugada esperar-te para sempre

nos detalhes das estrelas reviver tua magia
e sangrar galáxias afora

cortar minha garganta para engolir palavras
mergulhar profundezas de oceanos buscando uma fuga
ilusões que a vida me obriga a tragar

no retorno à realidade essa sobriedade corrupta
que me rasga a alma e derrama-se pelos meus dias

eu queria apenas qualquer resposta

sábado, 25 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O paraíso dos estranhos




pairavam abutres, em ensolarados fios vespertinos,
sob o mar, de azularados e tão motrizes desatinos;
me invade a areia, aos pés; - de um cauto descalso...
não juraram-me os anciões de longínquos mundos, em falso!

veroninas ventanias vertem vastos verdes,
vociferando velozes vorazes versos vívidos,
vindouras visões, volvendo,
universos aguardando, para sí, e suas explosões infindáveis.

verídicos cósmicos raios, de estrelas;
se espasmam dentro a mim, e pelos olhos se apercebem,
a sentir pus-me, o ressoar do inevitável,
e por astrais veredas, desconheço o que precedem,

o coro das brisas emanadas,
sonoras transmutações,
espirituais vozes encarnadas,
dentre intrincadas tantas dimensões;

extraterrenos semblantes, em silhuetas estranhas,
todos ao resguardo, deste refugio às montanhas,
enseadas de intermináveis mistérios imperscrutáveis,
magnéticas naves pairam sobre as brutas ondas indomes;

encharcadas vestes,
ainda ao corpo, calças dobradas,
o limite tornando ao encontro,
à visão; dos joelhos de arranhadas dermes,
trespassadas trilhas lembrando...
rodopia esvoaçado à fumaça,
dum cigarro, um branco albatroz,
imaginária distante alfombra
demasiado acima,
onde sequer, ouvido pode ser,
ou de seja quem for... algum pico de voz.

e a cada instante, seres mais se descortinam,
intrinsecas sensações, sob a razão, se amotinam,
correntes rompendo, sementes vingando,
a gestar, florescidos espaços unidosdíspares;
bulbo de indescobertas gamas de cores extrasolares,
provendo, o aguardo; em dita presença;...
de quem com sua face me arrancara muitos dislumbrares.

semblante do inevitável,
irremediável,
caminho
ao oculto,
o vulto
do espinho
adorado,
adornado
em venúsias
interdimensionais,
rasgando
o céu,
radiante
véu...
meu,
seu,
eu...

... sinto-me infante, ao medo perante,
trespassar um passo, nesse instante,
tornar ao explêndido vislumbre anatômico,
à perfeição do sentimento disforme,
faciais curvas de visuais vibrações infindáveis,
em espirais envolta, orgânico mecanismo espiritual,
indelével sombra de meu destino, encarnando tal.

contemplando inumeras milimétricas fendas,
... "trespassar um passo, nesse instante..."
romper minhas creditadas antigas sendas,
partir... partir ao espasmo do que é estupendo inebriante,
descobrir a formula de como se dá um vôo inalcansável,
convergir-se à barreira, explodir-se ainda ileso,
queimar-se à combustão dum precedido segundo em tudo e nada imerso.

verídicos cósmicos raios, de estrelas;
se espasmam dentro a mim, e pelos olhos se apercebem,
a sentir pus-me, o ressoar do inevitável,
e por astrais veredas, desconheço o que precedem...

veroninas ventanias vertem vastos verdes,
vociferando velozes vorazes versos vívidos,
vindouras visões, volvendo,
universos aguardando, para sí, e suas explosões infindáveis.