segunda-feira, 12 de setembro de 2011

descompasso

não me jogue suas culpas ou queira definir meus defeitos
em mim não cabe nada além do meu eu e meus trejeitos
pode parecer egoísmo ou egocentrismo vão
mas superficialmente são tons de personalidade
e no fundo pontuações de sobrevivência

já me entreguei à outras possibilidades
mas só o que consegui foi que me vendessem por vaidade
então os caminhos me jogaram nessa condição
por alternativas cruas e nulos preconceitos
na frieza sólida de sua sutil regência

agora por meus passos semi descalços
trilho essa estória procurando apagar os encalços
para resguardar de mágoas meu ainda doce coração
orientando a mente em dignidade e decência
fortalecendo a alma em minimizar falências

sombras de nós

olhares que compõem situações descompostas
bocas que ainda encantam relações desencantadas
cacos de sentimentos soltos em corações amarrados
novas fases esfarrapadas dos mesmos velhos momentos
imaginações configurando o terrível inimaginável
vida repleta de sonhos que já não satisfazem
todo nosso investimento como reflexo em um espelho sem imagem
questionamentos transgredindo tudo o que mal foi planejado
e ainda guardamos o retrato de nossas sombras naquela noite indesejável
sobra de agonia e falta de autopiedade

boca

inexorável controversa ilusão
fulguramos amores pequenos
esgrafiado pregador do ódio
a boca que cospe amarguras
mesma de doces solfejos
rasga morde em frios dentes
úvidos lábios complacentes
resiliêntes movimentos profanos
esgana em sangue garganta lingua
angústia de fato
em que momento qualquer estático
o mal desinibido acalma a face
voltamos então a sorrir

domingo, 11 de setembro de 2011

Achados e Perdidos

Em busca de uma sinceridade que tentam extinguir
nos aproximamos de realidades paralelas
em submundos que se assemelham à ilusões
na nossa contracultura que não é apenas virtual.

Não aceitamos qualquer proselitismo comprado
ou teorias conspiratórias baratas
menos ainda esses pré conceitos falidos
e em nos achar perdidos, acabamos nos encontrando achados!




































Dedicado à Rodrigo e Santiago, que trouxeram cor à minha tarde nesse domingo nublado!

quase

Por vezes me sinto em tempos estranhos e quase errados...
sinceridade é quase defeito
amor é quase pecado
ser feliz é quase raro.

sábado, 10 de setembro de 2011

novas cores

‎... porque depois de muita dor nascem novas cores... 



e no mais íntimo de nós pintamos novos sonhos.


Por fim, nos percebemos fortalezas!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

essa chuva

é coração de vento
hora de reforçar a certeza de ser sua alma de ferro
revigor e louvor que a força vem
e de seu insurgir concretiza coragem
faz transcender a ilusão e transparecer nossa verdade.

não quero mais o que já não nos serve
e de tudo levaremos sim o que foi beleza e todo o sonho.

que essa chuva lave meus cabelos
que a maré cheia suavize nossas dores.