domingo, 15 de setembro de 2013

A Cura Emocional Sentimental

Se há um sentimento que permeia a alma do ser humano, este é o da culpa. São tão diversas as situações que passamos. Decisões difíceis de serem tomadas. Todo o tempo em nossas vidas somos obrigados a decidir em várias questões. E o homem, com seus sentimentos mal resolvidos, com seus preconceitos e conceitos mal concebidos. Muitas vezes com orgulho, falta o conhecimento de causa para decidir e fazer o que seria melhor. Por muitas vezes erramos, e algumas vezes erramos gravemente! Ainda assim, o amor de Deus nos oferece a compaixão e a misericórdia. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9). E nos diz mais ainda: "ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã" Isaías 1:18 abraço A Força do Perdão. Marcas Difíceis de se Apagar Ao confiar em alguém, ao contar os nossos segredos, compartilhar nossos sonhos, revelar os nossos planos, e quase que sem perceber, começa o curso de uma dolorosa traição. A simplicidade de espírito, o coração desarmado, a fé na boa vontade do outro, nos impede de olhar e ver a realidade à nossa frente. Nesses momentos, muitos amigos simplesmente desaparecem. E fica no peito, uma voz sufocada, clamando por socorro, sem entender "o porque". Como que uma marca, uma cicatriz difícil de ser apagada. O Perdão Conduz à Cura Sentimental Com a dor e tristeza no fundo da alma, qual a solução? Que caminho seguir? "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;" 1 Pedro 5:6 O senhor nos ensina que se há um caminho a tomar, esse é o do perdão. Perdoe a todos, perdoe, simplesmente perdoe. Deus não se deixara escarnecer, ele cuida da sua palavra. Veja que Jó no pior momento de sua vida, abandonado e acusado por seus amigos, foi restaurado através do perdão. "E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía." Jó 42:10 O perdão tem o poder de consolar e traz alívio à alma. Não permita que a mágoa domine seu ser. Creia em Deus, peça a Jesus. Recomece perdoando e sendo perdoado. Reconciliação é a palavra chave.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Porque será?

Não atribua a mim suas culpas
porque também me rasgo em meus pecados
pelas calçadas que parecem me tragar
enquanto meus passos gritam.

Não sou o que você esperava
mas nem o que eu queria.

Suas mãos nunca me tocaram
porque você fantasiou minha alma
pra ser teatralmente feliz.

E azar o seu, pois toda peça chega ao fim.
E você teve que descortinar a ilusão
e tragar-me a seco
sem véu nem palco.

Porque tantas expectativas vazias??
Porque será?

terça-feira, 23 de julho de 2013

Abrigos nucleares

não lembrávamos mais de como sentir dor
ainda assim acabaram os analgésicos
um amontoado de memórias
caixas de papelão e mordaças
amamos a todos que apareciam
oferecendo um pouco de conforto e luxúria

queremos o corpo de qualquer deus
em frascos os que enfeitem prateleiras
temos poeira e o nascimento de outro salvador
era tudo aquilo que podíamos carregar

apodrecíamos debaixo do mesmo sol
com nossas carcaças salgadas
lambendo os beiços
tremendo de frio
ostentando um bocado de medo
do escuro
este que poderia ser o único abrigo

não temos muito o que reclamar
desistiríamos
cuspiríamos
cobriríamos nossos corpos
com a vergonha de não querer despertar
abrir os olhos
nossos olhos brilhantes
que varreriam distancias imensuráveis

não tememos a sombra do outro
tudo é tão limpo e imperfeito
as vidraças e abraços forçados
os beijos e jeitos de andar
queríamos o melhor caminho
transaríamos e deixaríamos
nossos restos espalhados pelo chão
pedimos a chuva e ela veio
afogando a todos os que nos olhavam
com seus semblantes vulgares

um pouco do nosso sangue

era desejo que baste
e matariam por isso

antes do anoitecer
arrancaram-lhes as cabeças
um a um

e nenhum ao desespero
lhe trariam os filhos
nem choro nem berro
nem os sonhos profanos
as belas imagens
paisagens
um punhado de flores nos bolsos
o perfume de onde devemos voltar


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sábado, 20 de julho de 2013

Indefeso

Estou cansado. Me faltam palavras. E as que ficaram. Partiram em silenciosa revoada. Tentei exprimir a lágrima que corre no papel. E diante dos anseios. Me calo e não me ouso. É estranha emoção que ensaia uma prece. Uma prece que vem do final de mim. E indefeso em meu castelo abrigo uma mentira. Que sussurra em meus ouvidos em tom de alegria. Embalando os sonho que esqueci. Estou cansado!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

breve ensaio sobre o ego parte III

essa tosse presa na garganta
cantaram a chegada do rei
o momento de desistir é agora
tenho medo da desilusão
viver um proposito barato
a sombra e água fresca
quero sentir prazer imediato
não me preocupar com isso
quero sentir lamber beijar

como o reflexo no espelho
sonhar angústias de um futuro próximo
pretérito imperfeito
o acaso dos momentos ordinários

vender minha alma ao primeiro que passar

cair e deixar de lado o ferimento
aprender a andar

antissépticos e contraceptivos
todas as armaduras de defesa
rodos os lados necessários
um quarto apertado nos fundos do quintal
a vida eterna e a noite
a sordidez que desnuda os olhos
as mãos imundas e corpo cansado
esperando desesperando
querer ainda todo o resto do mundo



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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Assassinos da Noite (Frio que Gela)



















assassinos da noite,
fria e assombrada,
pelo vento que gela,
minha triste jornada,
solitário nas ruas
o pesadelo revela,
tantas surras cruas,
que me foram dadas;

frio da madrugada,
pés descalçados,
chão de rodoviária,
meu leito, morada,
miserável futuro,
tormento insuportável,
rezo sem fé, eu juro,
só quero sobreviver,
somente hoje mais,
na esperança de ver,
meus sonhos enterrados
sorrirem pra mim...

carícia da fome,
amargar de agrura,
dois dias não come,
dolorosa aguda
sensação de desmaio,
desespero e terror,
do inferno um ensaio,
implorado clamor
ao que seja, no além,
que veja minha dor,
algum caridoso alguém,
e eu não termine morto,
torto, queimado,
à noite, refém,
da sorte e do azar,
que possa meu corpo
sem medo esquentar...

só mais esta noite,
como se fosse a última...




Bem, cabe a esse poema ser extremamente aquilo que chamam de contracultura, de verdade, de oposição, de reação... Eu até gostaria de ser genial, mas não sou nenhum Baudelaire, então que isso seja uma singela mensagem... Pelo tantos mendigos que eu vejo as vezes de noite, na rodoviária passando frio... O mundo não é bonito, mesmo que não seja só porque eu deteste Paraty, é porque ela não é feita só de beleza comercial.



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Oração para abrir os caminhos

louvamos a nossa imagem no espelho
somos semelhança e desespero
medo irremediável do desconhecido
milagrosamente providos de inteligência
nossas cabeças de merda e medo
planícies serenas do esquecimento

não precisamos de desculpas ou preocupações
o mundo ainda é o mesmo de antes
temos salvação e um pedaço do paraíso
e pra lá aonde vão às certezas
esperanças perdidas

a nicotina perdoa os descrentes
os velhos e as tosses
noites
pigarros
queremos nuvens e um sol onipresente
desgraçando os corpos de todos no caminho
rasgados ao meio

temos duas caras
a mesma moeda nos compra e nos vende
obtemos os melhores resultados
ainda assim não escaparemos do inferno